2011/07/16

O mundo precisa de loucos

O mundo precisa de loucos.
Aquela sensação inexplicável de quebrar com a normalidade, com a monotonia que nos prende diariamente, confere um verdadeiro sentido à vida.
Viver sem experimentar coisas novas não é sadio e da normalidade não surge inovação.

Tenho para mim que Albert Einstein teria de ser um pouco louco. Mas o lado bom da loucura. O lado da criatividade e da curiosidade, da procura incessante de respostas, da busca do conhecimento, da ousadia em transpor fronteiras em busca de novos paradigmas, em não ser politicamente correcto (:
Estamos a falar de um homem que era tão inteligente para a sua altura (e hoje em dia também seria considerado um génio) que tornou-se autodidacta por os programas escolares estavam tão desajustados para as suas capacidades. Um homem que passava miseravelmente a todas as cadeiras que não fossem de Matemática ou Física mas que excedia a compreensão dos seus professores nessas mesmas áreas. Mas também uma pessoa que em pequeno falava devagar para pensar bem no que ia dizer.
Era louco? Não sei. De certeza que os seus professores de línguas achariam no mínimo estranho alguém que tirava notas máximas às disciplinas matemáticas e roçava a negativa nas deles.

O que é certo é que o seu legado continua. Em 1905 propôs três teorias que mudaram o Mundo acerca da estrutura da luz, da confirmação da existência de átomos e a mais conhecida teoria da Relatividade. Qualquer uma delas seria suficiente para o seu nome perdurar na História mas ele propôs as três no mesmo ano!!!
Ainda no decorrer de 2011 a NASA confirmou previsões acerca de uma das suas teorias. Que dizer de um homem que demonstrou matematicamente fenómenos que só passados 106 anos foi possível dispôr de tecnologia e conhecimento para serem experimentadas e demonstradas?
Eu pessoalmente tenho orgulho nele... e nem o conheço (:

Se todos fóssemos como Einstein não nos passaria na cabeça de classificá-lo como "um pouco louco".
A sociedade e as épocas têm um conjunto de regras não escritas que condicionam a vida dos que nela habitam, desde a maneira de vestir à maneira de agir em público. Seguí-las ou não é nossa escolha mas os que ousam fazer algo diferente serão sempre olhados de soslaio por alguns e com admiração por outros.

Não estou com isto a dizer que todos tenhamos de ser loucos ou que sequer precisemos de o ser. Talvez o que todos precisemos são de momentos loucos que nos tornem a vida suportável ^^

2 comentários:

Anónimo disse...

A palavra "louco", neste contexto, no mínimo, podia vir entre aspas.É que a "relativa loucura" de Einstein não lhe garante lugar no primeiro manicómio mas sim no pódium do sucesso.

Visigodo Luso disse...

Percebo o que queres dizer, mas acho que face à ode que escrevi sobre o homem dificilmente alguém que leia o texto acha que o considero um louco (doente mental no verdadeiro sentido da palavra), mas antes precisamente o contrário... um génio a ser louvado (: