2012/05/24

Estado da Nação


Bem, o que dizer quando se vê isto?
Cadê o respeitinho para com a autoridade? Ou se pensarmos com dois dedos de testa, cadê o respeitinho para o Estado de Direito que a autoridade representa? Hã?
Ahhh... pois, Apitos Dourados e afins... já percebi onde está...

Gente como o suíno da imagem são a escória da sociedade, verdadeiros cancros que é necessário estripar. Trazem ao de cima o pior de cada um, não respeitando nada nem ninguém, como se prova na imagem.
Havia eu, um vulgo cidadão que paga os seus impostos, de me dirigir desta maneira a dois policias e o que me aconteceria? Possivelmente não encontraria passividade e complacência por parte dos meus colegas de "diálogo", como a que o distribuidor de frutas e cafés, aconselhador matrimonial de árbitros, etc, etc, encontrou.

Corrupção e hipocrisia, características que neste indivíduo transpiram pelos poros, são coisas com as quais uma sociedade que se pretende evoluída e evolutiva não pode ser condescendente. Minam os princípios da igualdade e desvirtuam o mérito, pilares sobre os quais uma sociedade justa deve assentar.

Quando a corrupção é rei, só os amigos lá chegam ou têm aquela oportunidade de ouro, só os conhecidos ou facilitadores de favores prévios e/ou futuros são apresentados às pessoas certas e só os que se comportam de igual forma têm facilidade de prosperar.
A hipocrisia revela o outro lado de um suíno corrupto, o total desrespeito pela justiça. O sentimento de que se é impune e superior a todos os outros e que qualquer comportamento desviante da sociedade pode ser, com maior ou menor dificuldade, minorado e que nunca sejam verdadeiramente chamados a dar conta de todas as suas vis acções. Uma pessoa hipócrita é, a meu ver, alguém que não respeita ninguém, além dela própria.

O indivíduo da foto, Doutorado em Corrupção e Hipocrisia, célebre autor de "fina ironia" (ali na foto pode observar-se na veia do pescoço que aquela não devia ser lá muito fina), que se dá pelo nome de Pinto da Costa, é só um que chegou a uma posição de destaque e que por lá se mantém. Como eles há muitos e piores (veja-se o nosso amigo em Paris a tirar um curso de Filosofia à nossa custa) e ser tolerante com qualquer um deles, só porque se colaram a uma causa (partido, clube, instituição, etc...) que pode ou não ser nossa, é meio caminho andado para que por lá se mantenham.

Integridade tem de ser o mote!

2012/04/22

To cheat or to beat?

Quem deturpa mais o jogo?
O que faz falta? Ou o que simula falta?

Enquanto que quem vai com vontade de arrancar uma porção de canela ao adversário sabe o que lhe espera se for bem sucedido, que a sanção que daí advenha é da sua responsabilidade, o mergulhador procura enganar o árbitro como se a culpa da queda/agressão fosse do adversário (quando na maior parte das vezes é de uma rajada de vento que por ali calhou de passar na altura), tentando prejudicar o adversário injustamente.

Basicamente é uma questão de lealdade para com o jogo. Ou cometes uma ilegalidade em que sabes que tu vais ser sancionado ou uma em que outro acatará a tua culpa.

"To beat is for man, to dive is for pussies." ~ ...

2012/03/31

China... too big... too smal...


Um belo livro e um belo documentário.
Na grande ilusão e obsessão em se superiorizar ao Ocidente no "jogo" do Ocidente continua o seu inexorável caminho de auto-destruição.
E ainda dizem que estamos mal?!?

2012/03/20

Cuidado... vício à vista (:

Decidi não ir ao cinema ver o filme para poder desfrutar da obra literária na sua plenitude, um dos meus grande vícios (:
Comprei-o este domingo sugerido por uma amiga, agora é ver o que vale (x
O livro até pode ser bom, mas uma adaptação para cinema bem sucedida é um corpo estranho em todo o Universo da 7ª arte, no entanto não deixarei de também dar ao filme a sua merecida chance... assim que acabar o livro (:

Edit: livro óptimo... filme "apressado" apesar das 2h30 de duração.
Conclusão... 15-0 para o livro (x

2012/02/29

Óscares

De tão óbvio e repetitivo até se torna menos chocante... mas não devia.
O autismo da famigerada Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) e dos seus principais prémios, os Óscares é por demais conhecido.
Ano após ano, as contradições vão-se acumulando, as pressões externas às artes vão ganhando espaço face à análise pura e dura da qualidade dos filmes produzidos e a justeza dos Óscares é cada vez mais dúbia.
Ainda não tive a oportunidade de ver todos os filmes deste ano mas tenho já uma espinha atravessada na garganta relativamente ao melhor actor, Ryan Gosling.
Já tive a oportunidade de ver Drive e The Ides of March e se o segundo se revela um filme profundamente inteligente já o primeiro entra logo para o meu top 20 de sempre, muito por culpa do actor principal, sem querer tirar mérito ao realizador.

Será possível ser parco em palavras e conseguir dizer mais numa postura, num olhar ou num simples gesto? Sim, e basta ver este filme para perceber isso.
A intensidade das emoções da personagem de Ryan Gosling é esmagadora e durante os 100 minutos de filme estamos à espera, quase que a suspirar, para que a ténue camada sobre a qual se escondem, expluda e o transformem no seu alter-ego vingativo, frio e calculista. Efectivamente é isso que acontece, daí o filme não defraudar expectativas, antes pelo contrário (:

Não merecerá ao menos uma nomeação?

Depois de em 2010 Leonardo Dicaprio nem ter sido nomeado pelos filmes Inception e Shutter Island para melhor actor porquê ainda ambicionar por nomeações corajosas?

2012/02/21

Pensamentos Euróticos


Ponto 1: Acredito no processo europeu. Acredito piamente que caminhamos cada vez mais para uma forma de governo que se assemelhe vagamente à do Estados Unidos da América. Mercado comum, moeda única, finanças comuns. Estão a ver onde quero chegar?

Ponto 2: Não acredito que este processo venha a conduzir a uma menor identificação dos povos para com o seu país de origem. Aliás, se me fosse permitido apostar, diria que quanto mais nos identificarmos como europeus mais orgulho e importância daremos à nossa origem particular e que será esta diversidade que nos distinguirá dos EUA.

Ponto 3: Este é um processo que demorará décadas, senão mesmo séculos até atingir o ponto de não retorno, após o qual poderemos falar realmente de um novo paradigma no espaço europeu.

Ponto 4: Nada disto será mais do que um sonho cruelmente interrompido por um vizinho barulhento a pôr música às 9h da manhã de um sábado se a crise que assedia a Europa não for lidada de uma forma diligente e eficiente.

Dito isto, faço algumas considerações que considero pertinentes.

O fenómeno da integração europeia é já uma realidade, principalmente entre as faixas etárias mais novas. Iniciativas como o programa Erasmus e Leonardo da Vinci foram o pontapé de saída desta grande caminhada. Dizer o contrário e acreditar que o processo já não está em marcha é a mesma linha de pensamento que os franceses tinham em relação à Linha de Maginot, que os protegeria de uma invasão alemã, descurando o facto que o Terceiro Reich podia (e realmente assim o fez) invadir a França, entrando pela porta da lateral que era a Bélgica. Só não vê quem não quer.

Estando esta (r)evolução em marcha há que pensar que as condicionantes são outras, os problemas são novos e, com certeza, as soluções serão diferentes. Todo este processo é, a meu ver, uma evolução para efectivamente podermos dizer que existe uma civilização europeia... algo nunca visto desde o tempo do Império Romano.
As nações estão num processo a longo prazo de "unificação". Mas, e os seus povos? Será que daqui a uns séculos terá acontecido um melting pot na Europa?
Não creio. Ao contrário dos EUA, onde o conceito tem origem, na Europa os cidadãos poderão sempre identificar-se com o seu local de origem, com todas as suas diferenças: cultura, hábitos sociais, gastronomia e claro a língua. A União Europeia tem 23 línguas oficiais para 27 países. Esta diferença fundamental nunca permitirá que nos tornemos nuns EUA. Acredito que a "unificação europeia" será muito mais ao nível da aceitação das outras culturas, mantendo sempre o orgulho na sua própria cultura de origem, garantindo um certo nível de "independência" de cada estado.
A Europa será um todo constituído por muitas partes pequenas, enquanto que os EUA foram muitas partes pequenas que se tornaram um todo.

Daqui por décadas poderemos ver os efeitos de todo este processo, mas não sem antes haver um renovação de gerações. Há processos que não podem ser acelerados e que têm o seu próprio ritmo. Este é sem dúvida um deles.

Finalmente, um comentário à situação actual, rebatendo para a imagem do início do post. E a opinião vigente é que sem presente não teremos futuro.
Se não forem feitas as opções certas agora as consequências serão imprevisíveis. Os problemas a resolver ultrapassam a escala nacional. Optar por deixar a Grécia cair fora do Euro até pode ser uma opção, mas se tal acontecer a Europa tem de estar lá a dar a mão e a ajudá-la a levantar-se para esta se reunir rapidamente aos seus irmãos.
Se não for assim, Portugal e talvez Espanha e Itália poderão seguir-se e aí que teremos? A Europa do Norte e a do Sul? Aliados ou inimigos?
A perspectiva de paz na Europa continuará a ser uma realidade ou tornar-se-á uma memória?

2012/01/28

Porque o infinito é o mais belo número


Hoje apetece-me divagar sobre assuntos que normalmente não me calcorreiam a mente, o que é o mesmo que dizer que não tenho assunto para falar, pois a minha mente é tal qual um bicho do mato selvagem que ao explorar uma zona desconhecida depara-se com outra besta selvagem em igual demanda... conclusão, cautela às urtigas e siga aprender mais um pouco (:

"A curiosidade é mais importante que o conhecimento" ~ Albert Einstein

2012/01/25

Critérios


Aprecio um bom jogo de futebol e hoje vi o melhor jogo de futebol de há vários meses para cá entre Barça e Real (2-2) para a 2ª mão da Taça do Rei.
Este enorme jogo só poderia ser melhor se contasse com o nosso Benfas num dos lados ;)

Contudo, como apreciador deste nobre desporto não posso deixar de me revoltar perante a constante e espampanante protecção que é dada aos jogadores do FC Barcelona, em todas as situações de jogo sempre que a "mais melhor maior equipa de todo o sempre" se sente apertada em campo.
Stamford Bridge, Wembley, Santiago Bernabéu, Camp Nou... a saga continua...
Até quando?