De tão óbvio e repetitivo até se torna menos chocante... mas não devia.O autismo da famigerada Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) e dos seus principais prémios, os Óscares é por demais conhecido.
Ano após ano, as contradições vão-se acumulando, as pressões externas às artes vão ganhando espaço face à análise pura e dura da qualidade dos filmes produzidos e a justeza dos Óscares é cada vez mais dúbia.
Ainda não tive a oportunidade de ver todos os filmes deste ano mas tenho já uma espinha atravessada na garganta relativamente ao melhor actor, Ryan Gosling.
Já tive a oportunidade de ver Drive e The Ides of March e se o segundo se revela um filme profundamente inteligente já o primeiro entra logo para o meu top 20 de sempre, muito por culpa do actor principal, sem querer tirar mérito ao realizador.
Será possível ser parco em palavras e conseguir dizer mais numa postura, num olhar ou num simples gesto? Sim, e basta ver este filme para perceber isso.
A intensidade das emoções da personagem de Ryan Gosling é esmagadora e durante os 100 minutos de filme estamos à espera, quase que a suspirar, para que a ténue camada sobre a qual se escondem, expluda e o transformem no seu alter-ego vingativo, frio e calculista. Efectivamente é isso que acontece, daí o filme não defraudar expectativas, antes pelo contrário (:
Não merecerá ao menos uma nomeação?
Depois de em 2010 Leonardo Dicaprio nem ter sido nomeado pelos filmes Inception e Shutter Island para melhor actor porquê ainda ambicionar por nomeações corajosas?
Ano após ano, as contradições vão-se acumulando, as pressões externas às artes vão ganhando espaço face à análise pura e dura da qualidade dos filmes produzidos e a justeza dos Óscares é cada vez mais dúbia.
Ainda não tive a oportunidade de ver todos os filmes deste ano mas tenho já uma espinha atravessada na garganta relativamente ao melhor actor, Ryan Gosling.
Já tive a oportunidade de ver Drive e The Ides of March e se o segundo se revela um filme profundamente inteligente já o primeiro entra logo para o meu top 20 de sempre, muito por culpa do actor principal, sem querer tirar mérito ao realizador.
Será possível ser parco em palavras e conseguir dizer mais numa postura, num olhar ou num simples gesto? Sim, e basta ver este filme para perceber isso.
A intensidade das emoções da personagem de Ryan Gosling é esmagadora e durante os 100 minutos de filme estamos à espera, quase que a suspirar, para que a ténue camada sobre a qual se escondem, expluda e o transformem no seu alter-ego vingativo, frio e calculista. Efectivamente é isso que acontece, daí o filme não defraudar expectativas, antes pelo contrário (:
Não merecerá ao menos uma nomeação?
Depois de em 2010 Leonardo Dicaprio nem ter sido nomeado pelos filmes Inception e Shutter Island para melhor actor porquê ainda ambicionar por nomeações corajosas?
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